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sábado, 17 de abril de 2010

insectos

Parecem insectos mecânicos extravagantes. São os Fórmula 1 que temos desde há uns anos, em nome de regras que tentaram impedir as soluções óbvias do puro aerodinamismo e da aderência ao solo.


Ao contrário de um certo 1 de Maio, desta vez ninguém negou a origem dos problemas.
Segundo relata a Visão, "A equipa já averiguou as causas do acidente e chegou à conclusão de que este foi causado por uma falha no braço superior da suspensão dianteira direita do carro. E concluiu ainda que essa falha foi causada por um defeito de fabrico no braço superior da suspensão. A outra roda soltou-se por causa da força excedente causada pela quebra de um lado do carro.

A equipa admite ainda que os cabos de aço que prendem as rodas ao carro não funcionaram, já que os dois pneus foram projectados. O dispositivo de segurança estava preso aos braços de suspensão que falharam no acidente. A Toro Rosso vai usar as peças antigas nos carros de Buemi e de Jaime Alguersuari a partir do segundo treino livre em Xangai."
originalmente postado aqui

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

a felicidade

em Março de 2005 (suponho):

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e,apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê....
Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não.
A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

Não poderia estar mais de acordo.
Neste post, penso exactamente assim.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

quando o campeão voltou finalmente a ser 1 humano


Quando era nadador de competição, fiquei com a clara percepção que o desporto de "alta competição" é desumano.
É, pelo sacrifício exigido, pela dedicação total e exacerbada. Um atleta de "alta competição", não tem vida própria. Sabe que está proibido de se divertir quando lhe apetece, ou psiquicamente precisa. Está proibido de "viver". Vive numa espécie de clausura de convento só e apenas para um fim: ser campeão.
É muito triste.
Depois, vieram outros atletas mais dotados para determinadas modalidades desportivas, e foi o fim do desporto de competição para as pessoas "normais". No Basket, só é campeão quem tiver mais de 2 metros de altura. No salto em altura e no salto em comprimento, são necessários pelo menos 1 metro de pernas... E por aí fora...
Sou claramente contra este tipo de desporto, que premeia estas posturas. Parece que estamos no filme "Blade Runner" a lutar contra os "replicants".
Ontem, um "humano" foi campeão do mundo.
É uma pessoa que é capaz de passar uma noite nos copos com as amigas, e no dia seguinte ganhar uma corrida.
Fiquei tão contente!
originalmente postado em 2007/10/22 aqui

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1 de Maio de 1994


originalmente postado aqui