segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Das últimas corridas antes da Independência de Angola
quinta-feira, 16 de junho de 2011
De Le Mans

1971, a mais bela máquina do mundo:

1970, Hélder de Sousa cronometrista

no Team VDS, na box do Lola nº4, de camisa amarela-laranja e boné

1969, luta pela vitória:

1966, nostalgia:

Todas estas imagens não são cópias e respeitam o alojamento de origem. Os links são exactamente os do álbum.
Toutes ces images ne sont pas des copies et respectent le logement d'origine. Les liens sont exactement les mêmes que de l'album.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Há 25 anos
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Até sempre, Mira Godinho!

Hoje, vou falar de uma pessoa que, para muitos talvez desconhecida, é alguém a quem as “6 Horas de Nova Lisboa” muito ficaram a dever: Fernando Mira Godinho.
Conheci o Mira numa reunião de emergência em que se discutia o futuro das “6 Horas” e a sua possível condenação à morte.
A primeira edição da prova dera um prejuízo de vinte contos e o presidente do Sporting do Huambo, adepto apenas do futebol e que só via cifrões, não dava autorização para a sua continuação.
Estava-se naquela discussão quando o Mira, usando da palavra, garantiu que arranjaria aquela importância em publicidade e que, se o não conseguisse, punha o que faltava do seu bolso.
A princípio, por aquela conversa, pensei que seria algum angariador de publicidade e mal pensava eu, naquela altura, que se iria tornar no meu melhor colaborador e no meu maior amigo.
A partir dali, foi-se cimentando uma amizade muito grande e passámos a ser companheiros em todos os bons e maus momentos.
O Mira arranjou a publicidade num valor que excedeu a importância em causa, a segunda edição da prova realizou-se e, passado algum tempo, assumiu a presidência da direcção do Sporting.
Onde tínhamos tido um opositor à realização da prova passámos a ter alguém com quem podíamos contar em todas as circunstâncias.
Após a terceira edição, o Mira percebeu da necessidade de imprimir um maior dinamismo e mais organização para permitir o seu progresso e pediu-me para assumir a direcção da prova dado que o Franchi Henriques se encontrava saturado.
A nossa amizade foi sempre aumentando, embora entremeada de discussões terríveis todas elas relacionadas com a organização da prova, embora fora delas continuássemos inseparáveis amigos.
É que o Mira tinha de ser mediador e o grande apaziguador entre uma direcção do Sporting que só se interessava com o lucro que a prova poderia dar, pretendendo ganhar o máximo gastando o mínimo, e a direcção da corrida que pretendia o céu e a terra e, para isso, exigia que as receitas conseguidas com as provas fossem empregues em proveito das mesmas.
Como uma bola de ping-pong, o Mira enfrentava e tentava convencer a direcção a investir o mais possível e aguentava com as minhas fúrias que queria sempre mais e mais.
As discussões eram de tal forma violentas que chegámos a fazer um pacto de que, no dia a seguir às “6 Horas”, esqueceríamos tudo que pudéssemos ter dito um ao outro.
E foi sempre assim até à minha saída da direcção da corrida que abalou, temporariamente, as nossas relações, pois zangámo-nos e deixámo-nos de falar, mas a nossa amizade, embora o não parecesse, nunca deixou de existir.
Com a minha saída, o Mira reconhecendo que não tinha capacidade técnica para assumir a direcção da prova, teve a humildade de se dirigir ao ATCA e pedir à Comissão Desportiva que tomasse a direcção da mesma.
Foi ele o verdadeiro obreiro das “6 Horas” terem atingido a projecção que alcançaram, salvando-as primeiro da sua morte prematura, promovendo, em determinada altura, alterações para que atingissem maior dinamismo e projecção, batalhando depois, junto dos restantes membros da direcção, para obter as condições financeiras que permitissem que as minhas ideias se pudessem concretizar e tomando medidas, após a minha saída, para que a prova pudesse continuar.
Durante alguns anos, mantivemo-nos zangados e nem sequer me despedi dele quando regressei a Portugal.
Mas, apesar disso, a nossa amizade nunca diminuiu e, um dia, o Mira apareceu-me em Évora e deu-se a nossa reconciliação.
Abraçámo-nos como se nos tivéssemos visto na véspera e continuámos amigos até aos dias de hoje.
Na semana passada recebi um telefonema seu. Estava radiante!A convite do sobrinho, tinha voltado à sua querida Angola que ele tanto ama e ali tinha passado dois meses, em Luanda e no Huambo.
Dera entrevistas à Rádio Nacional de Angola e à Rádio Huambo sobre os seus tempos de futebolista e basquetebolista, mas sobretudo sobre as “6 Horas”.
No Huambo, as pessoas com quem falara referiam-se com entusiasmo às “6 Horas”, chegando alguém a dizer-lhe que já não o deixavam sair de lá sem voltar a fazer, de novo, aquela prova.
E o Mira justificava-se dizendo que as “6 Horas” não se faziam em meia dúzia de dias e que, antigamente, levavam um ano a ser organizadas, que não tinha ali a equipa que fizera a prova, que o asfalto existente não se prestava à sua realização, em conclusão que era um sonho ainda difícil de concretizar.
Fico feliz pela alegria que o Mira sentiu por esses dois meses na sua querida terra e por todo o entusiasmo que o rodeou.
Feliz e impressionado!
Impressionado como, passados trinta e tal anos, as “6 Horas” continuam bem vivas e se falam delas com entusiasmo.
Impressionado quando encontro pessoas, que eram crianças na altura, cheias de recordações e falando com entusiasmo das corridas daqueles tempos.
Impressionado quando, após tantos anos difíceis e de sacrifício porque Angola passou, o amor pelos automóveis não morreu, continua bem vivo e, a pouco e pouco, por todo o país vão surgindo corridas com o mesmo entusiasmo de outrora.
Impressionado quando tomo conhecimento que o Governador do Huambo, em reunião com a pessoa que está tentando reorganizar este desporto naquela cidade, lhe pede que ponha de pé as “6 Horas” no mais curto espaço de tempo. E. ao impressionar-me desta forma, o meu pensamento vai para todos aqueles que disputando as corridas nas pistas, na organização das provas com mais ou menos defeitos, nos bastidores dando-lhe todo o apoio necessários ou nos jornais e na rádio promovendo a sua divulgação, tornaram possível que este entusiasmo se mantenha vivo ao fim de tantos anos.
Aqueles homens com quem tive a honra de conviver e de granjear amizades, sem sequer darem por isso, estavam a fazer história.
Eles fizeram de facto história… história que se mantém bem viva nos dias de hoje.
E entre esses homens está o Fernando Mira Godinho.
Passado algum tempo de ter escrito este “post” escrevi o seguinte:
UM DOS PILARES DAS "6 HORAS INTERNACIONAIS DE NOVA LISBOA" REGRESSA AO HUAMBO
Há tempos, escrevi um "post" em que, a propósito de um telefonema que havia recebido do meu Amigo Fernando Mira Godinho, relatei as férias que ele passara em Angola e contava como ele tinha sido um verdadeiro pilar na construção das "6 Horas Internacionais de Nova Lisboa".
Há dias, recebi outro telefonema dele a despedir-se pois resolvera regressar definitivamente à sua Angola e ao seu Huambo.
Quando ali tivera de férias, aproveitara para tirar o seu bilhete de identidade de cidadão angolano e, assim, ao fim de trinta e dois anos de exílio, o Fernando regressa à sua terra de origem que tanto ama.
Senti-me feliz por ele mas, ao mesmo tempo, apoderou-se de mim uma enorme tristeza pois a distância ia afastar-nos, possivelmente, em definitivo.
Mas como, tal como dizia Fernando Pessoa, "tenho em mim todos os sonhos do mundo" despedi-me dizendo-lhe que, em breve, o iria visitar.
E o Mira feliz e sempre prestável respondeu-me: "e tens cama, mesa e roupa lavada garantida.
Sei que, apesar de ter em mim todos os sonhos do mundo, este será muito difícil de concretizar ... mas vale sempre a pena sonhar.
A última vez que estive com o Mira Godinho foi em Maio, quando o fui buscar para irmos ao encontro dos automobilistas angolanos que se realizou no Bombarral.
Ali, o António Peixinho fez questão de homenagear-me e ao Mira afirmando que nós tínhamos sido autores das melhores corridas que se realizaram em Angola.
Como foi bom o Peixinho ter tido esta lembrança pois, assim, o Fernando leva uma boa recordação de Portugal e sabe que o seu valor foi reconhecido.
O Fernando Mira Godinho regressou ao seu querido Huambo.Está um pouco depauperado e já não tem os meios e relações que tinha quando, juntos, construímos as "6 Horas". Mas tem, dentro dele, ainda muito entusiasmo e uma vida passada cheia de actividade em prol do desporto.
Que os entusiastas do desporto automóvel, que no Huambo tentam dar nova vida a esta modalidade, saibam aproveitar tudo que o Mira Godinho ainda lhes pode dar.
Será bom para o desporto automóvel e também para o Mira Godinho que bem merece.
Quando escrevi este “post” disse que o sonho era difícil de concretizar mas, em Maio passado, ele teve prestes a ser uma realidade quando na realização de corridas no Huambo, ao fim de trinta e cinco anos, houve uma movimentação em Angola para que eu tivesse presente.
E quando tudo fazia prever que o sonho se tornaria realidade a não chegada de um visto impediu que tivesse tido essa grande alegria.
terça-feira, 20 de julho de 2010
da inauguração do Autódromo de Luanda
O primeiro filme, é relativo à primeiríssima corrida, com honras de abertura pelo governador, como se pode ver. E não foi o desfile inaugural com as muitas dezenas de carros. Esta era mesmo a corrida inaugural. Quem ganhou? Foi o meu amigo Hélder de Sousa ao volante de um Capri de Waldemar Teixeira.
domingo, 25 de abril de 2010
das 6 horas de 1970
De Manuel Joaquim Sá, chegou-me um pequeno filme que completo com algumas imagens e informação:
sábado, 17 de abril de 2010
insectos
Segundo relata a Visão, "A equipa já averiguou as causas do acidente e chegou à conclusão de que este foi causado por uma falha no braço superior da suspensão dianteira direita do carro. E concluiu ainda que essa falha foi causada por um defeito de fabrico no braço superior da suspensão. A outra roda soltou-se por causa da força excedente causada pela quebra de um lado do carro.
A equipa admite ainda que os cabos de aço que prendem as rodas ao carro não funcionaram, já que os dois pneus foram projectados. O dispositivo de segurança estava preso aos braços de suspensão que falharam no acidente. A Toro Rosso vai usar as peças antigas nos carros de Buemi e de Jaime Alguersuari a partir do segundo treino livre em Xangai."
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A Praia Morena 39 anos depois
Eu creio que o Circuito da Praia Morena se realizou pela última vez em 1971.
A partir de então, as corridas em Benguela realizaram-se no Autódromo do Tuku Tuku, Clube Angolano de Desportos Motorizados. Mesmo em tempo de guerra em com parte significativa do autódromo em estado lastimável. Até que as corridas em Benguela pararam.
Angola reconstrói-se por todo o lado desde há alguns anos. Mas infelizmente o Autódromo ainda não teve a mesma sorte.
E é assim que numa cidade que já "disputou" o 2º lugar da mais importante daquele país as corridas de automóveis voltam às ruas.
Que seja um evento feliz a traga a reanimação que a cidade merece.
Abraços para António Almeida e para todos os membros do Tuku Tuku.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
tamaras
Novo ano, nova época automobilística.
A F1 há muito que perdeu interesse. De maneira que foi procurar interessados aos Orientes e aos desertos.
Os últimos GPs que assisti (?) pela TV, deixavam-me a dormir duma forma infalível. Não fosse o meu desinteresse total pela F1 actual e a imagem abaixo de Tamara Ecclestone localizada neste post despertaria um outro interesse pela coisa.
Portanto, valham-nos as tâmaras dos desertos. Se as tiver à mão, comerei uma com gosto sempre que souber que há um GP.
Se há Tamaras e tâmaras, faltava a t'amara. Esta é aquela que acaba por encerrar este assunto de paixões +/- homófonas e da qual não me quero lembrar tão cedo:
sábado, 12 de dezembro de 2009
a curva do "baleizão"
Na história do automobilismo angolano e das corridas de Luanda, há uma curva muito citada que é a curva do Hotel Continental.
Muitas das fotos das corridas de Luanda são dessa curva, e nesse hotel residiu (não, não me enganei) Nicha Cabral, o que torna ainda mais mítico esse lugar, junto ao então Largo Infante D. Henrique.
Mas esse mesmo local era sobretudo chamado por Baleizão, o que origina alguma confusão, pois nos circuitos pequenos, metade do largo assim popularmente denominado era contornado...
Mas porquê esse nome? A razão era tão simples, como a existência de um ponto de encontro muito apreciado, uma cervejaria e sorveteria, com uma eficaz distribuição de gelados por toda a cidade. Toda a gente sabia que "baleizão" era sinónimo dos gelados daquele sítio e ponto final!
O edifício onde funcionou o "Baleizão" estava até há meses totalmente em ruínas, sem cobertura e em risco de colapso total.
Mas adivinhem: qual é o nome actual daquela praça?
Há notícias da reabilitação daquele antigo edifício e dos adjacentes na imagem abaixo, para a instalação de um museu.
Reparem que na imagem abaixo, recorte dum postal do início da década de 1950, o "Baleizão" está lá, mas o Hotel Continental ainda não...

Segue-se outra imagem tirada do lado oriental do Largo Infante D. Henrique, recortada dum postal de inícios de '60s, já com o Hotel Continental e a respectiva esquina:

Neste zoom duma imagem de inícios de 60's vê-se o Hotel Continental ao fundo da Av dos Restauradores. É o edifício mais alto e notam-se perfeitamente os arruamentos:

Abaixo, o traçado duma versão do pequeno circuito que contornava o "largo do baleizão", versão usada no Palanca Negra de 1968:

No mapa anterior, consta também uma versão longa, mas não tão longa como outra já mostrada em posts anteriores. Esta versão, traçada no mapa a 'traço-ponto' em continuação com o traço 'a cheio' do Pequeno Circuito, não vai para além do Largo Pedro Alexandrino em frente às Portas de Mar:

Abaixo, o vitorioso Carlos Santos desfaz a curva do Hotel Continental, na última corrida que fez com o seu Lotus 47:

pode ser comentado no post original do CarVice
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
do circuito da fortaleza
Ainda a propósito deste post da História do Circuito da Fortaleza, mostro umas imagens de Luanda em 1955, deste filme que o Hélder me deu a conhecer.
O filme faz parte das Missões Antropológicas de Angola do Instituto de Investigação Científica Tropical e está disponível pela TvCiência.
É visível o intenso desenvolvimento e expansão da cidade, ainda que uma amostra do que seria poucos anos depois. 15 anos mais tarde, à excepção do pequeno centro histórico, Luanda era outra cidade.
início do filme:
a Marginal concluída recentemente com os coqueiros ainda pequenos, os táxis verde-azeitona e as pick-ups americanas

aos 20" o novo porto da cidade e o trabalho pesado dos estivadores
aos 2'57" um caixote da Ford

aos 8'01" stand da Dodge ao Lgo D Fernando

aos 11'37" curva da Praia do Bispo

aos 12'17" curva da fortaleza - Ponte
aos 12'24" curva da ponte para a Ilha
aos 19'10" vendedor de gelados "baleizão"
aos 26'07" vista do Lgo D Fernando
a passagem do comboio ao fundo da Rua salvador Correia, junto ao Hotel Globo e à Calçada Gregório Ferreira antes da existência dos prédios da Robert Hudson

aos 28'00" Lgo D Fernando, a Lello e um estranho autocarro de motor traseiro

aos 28'20" Av Restauradores vista do Lgo D Fernando
O Largo D. Fernando, o eterno centro da cidade de onde foram tomadas grande parte das imagens, está sinalizado neste extracto do mapa do circuito do Grande Prémio:

originalmente postado aqui
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Uma imagem, uma estória

clicar sobre a imagem para ampliar
A imagem acima, encontra-se originalmente desde Junho de 2006 em AutoSport-Nostalgia neste post de Graham Gauld e anteriores.
Na foto, vemos Jo Schlesser em Shelby-Cobra, a ser filmado ou fotografado supostamente pela sua mulher.
Mais atrás, vemos com o Nº 16 o carro que Peixinho pilotou até à desistência, uma máquina única de base Porsche. Álvaro Lopes com o Nº1, fará talvez a sua última corrida em Ferrari 250 LM.
Outros nomes sonantes, são Rolf Stommelen, Lucien Bianchi, Denny Hulme, todos eles futuros campeões famosos nas suas carreiras. David Piper que será mais conhecido pelas suas prestações futuras nos Porsche 917, vai ser o vencedor desta corrida.
Esta foto, faz parte da biografia que Gauld ainda não publicou sobre Keith Schellenberg, num AC Cobra mais atrás e à direita na imagem.
Graham Gauld é jornalista, historiador e biógrafo no mundo do automobilismo.
A sua obra em HistoricMotorracing e Amazon.
sábado, 8 de agosto de 2009
do GPA 1960

segunda-feira, 20 de julho de 2009
História do Circuito da Fortaleza
Acima, a versão mais longa (creio) do Circuito da Fortaleza e a que foi mais utilizada.Outras houve, mais curtas. Também se realizaram várias provas neste circuito inseridas em Ralis. Algumas dessas provas, fizeram-se em sentido inverso ao da imagem. Em 1968 também houve corridas de velocidade em sentido contrário.
Este circuito, está umbilicalmente ligado à história da cidade de Luanda, pois nasceu quase ao mesmo tempo que a metade dos arruamentos que percorria.
Tem o nome obviamente ligado à fortificação de defesa do ocidente da cidade, a Fortaleza de São Miguel, situada num monte circundado a ¾ por mar.
Até finais do sec XIX, nada havia em torno desse monte, para além de alguns caminhos e de uma ponte em madeira que ligava à ilha.
Até que foi iniciado o Caminho de Ferro de Ambaca, que ligava Luanda a essa povoação, anos antes de chegar a Malange. Esta linha, tinha vários ramais em Luanda e um deles circundava toda a cidade. Estes ramais destinavam-se ao serviço de passageiros e de mercadorias, com estações como a da Cidade Alta. Esta linha, servia também o porto de Luanda, na altura situado em vários pontos servidos por pequenos cais, como nas Portas de Mar ou no Largo Infante D. Henrique / Largo do Baleizão.
Perto desses cais, situavam-se inúmeros armazéns, indústrias e serviços ligados à navegação.O principal eixo da cidade, era a Av Restauradores - Rua Salvador Correia (actual Rua Rainha Ginga) e ligava o Largo Infante D. Henrique / Largo do Baleizão, continuando para Leste passando o Largo D Fernando, da Livraria Lello. Estes arruamentos, também vieram a fazer parte do Circuito.
Para o caminho de ferro circundar o sopé do monte da fortaleza, foi feito um primeiro aterro.

Esta estrutura, serviu até ao final da 2ª Guerra Mundial, após o que o automóvel passou a ser o transporte particular por excelência e os camiões o principal transporte de distribuição urbana e suburbana de mercadorias. O porto de Luanda mudou-se provisoriamente para a frente do espaço onde iria ser edificado o Banco de Angola, enquanto foi sendo construido o porto que hoje existe, na ponta Leste da baía.
O caminho de ferro a oeste da cidade foi retirado e o aterro em torno da fortaleza, foi então aumentado para a construção das estradas marginais da Praia do Bispo e da Baía.
A ponte de estrutura em madeira para a Ilha, foi substituída por outro aterro.
Por alturas do 1º Grande Prémio de Angola, em 1957, Luanda vista da fortaleza para o largo do Baleizão, perspectiva acima repetida 4 vezes, era assim:
Após a 2ª Grande Guerra, Angola desenvolveu-se como nunca. Luanda foi alvo de um plano de reestruturação geral. As novas vias e os novos sistemas de colectores de esgotos e de águas pluviais, foram concebidos para vencer sem problemas as enchentes típicas das tempestades tropicais. Numa boa chuvada, em menos de 5 minutos as ruas ficavam transformadas em rios com altura acima dos tornozelos. Para que a água não subisse aos passeios, estes tinham mais de 30 centímetros de altura. Passada uma chuva torrencial, o sistema de escoamento de águas, secava as ruas mais depressa do que tinham sido cheias.
O desenvolvimento da cidade, tornou impossível o sacrifício das suas vias pelas corridas, mesmo poucos anos depois de ser feita a Marginal. E o Circuito da Fortaleza, correu-se pela última vez, desastrosamente e sem treinos, em Dezembro de 1969.
Na imagem abaixo, os mais de 30cm de passeio, fazem de rail contra o avanço do Carrera 6 de Andrade Villar, evitando uma tragédia ainda maior:

sexta-feira, 22 de maio de 2009
Huambo 1974 e 1973
Neste fim de semana, 35 anos depois das últimas "6 horas", o Huambo volta a ter corridas.
Eis uma amostra da edição de 1973:
originalmente postado aqui
sábado, 16 de maio de 2009
sábado, 12 de julho de 2008
Bernard Cahier
A História do Automobilismo jamais seria a mesma sem Cahier.
Com a sua simpatia e com o seu carácter peculiares, fez muitos amigos em todo o Mundo, inclusivé em Portugal e em Angola.
Fotografava como ninguém e transportava para as imagens que gravou, um romantismo e uma paixão invulgares pelo automobilismo e pelas pessoas nele envolvidas. Porque eram os seus amigos que ele fotografava.
No mundo do automobilismo, ninguém ficou indiferente à sua partida. É o exemplo de GrandPrix.com .
originalmente postado aqui
sexta-feira, 6 de junho de 2008
60 anos Porsche
Depois de inúmeras intervenções em quase todas as indústrias automóveis germânicas, como as mais conhecidas na concepção dos Auto-Union de Grande Prémio, ou na concepção do "Carocha" (VW), nasce a PORSCHE na Áustria. Nuns barracões em Gmünd, onde antes havia uma serração, é produzido o 1º PORSCHE como marca. Que foi homologado precisamente no dia 8 de Junho de 1948.
O resto, é a permanência de um mito, por todas as criações inovadoras, diferentes, sedutoras e cheias de personalidade, que mantêm a marca como a ÚNICA no Mundo totalmente independente dos impérios automóveis actuais. E pasme-se, em posição de tomar as rédeas da poderosa "Volkswagen AG" (Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Seat, Škoda, Volkswagen...).
sobre Lotus Elan



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