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quinta-feira, 22 de julho de 2010

férias

Não eu não vou para a Jamaica, mas outro luagar fixe e sem assédios... :D Assim nos ajude São Pedro lá nos céus para que nos traga um pouco de Verão, porque neste ano, ainda só o cheirei de passagem... Boas férias! :-)
originalmente postado em Kings of Maybe

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

tamaras


Novo ano, nova época automobilística.
A F1 há muito que perdeu interesse. De maneira que foi procurar interessados aos Orientes e aos desertos.

Os últimos GPs que assisti (?) pela TV, deixavam-me a dormir duma forma infalível. Não fosse o meu desinteresse total pela F1 actual e a imagem abaixo de Tamara Ecclestone localizada neste post despertaria um outro interesse pela coisa.



Portanto, valham-nos as tâmaras dos desertos. Se as tiver à mão, comerei uma com gosto sempre que souber que há um GP.

Se há Tamaras e tâmaras, faltava a t'amara. Esta é aquela que acaba por encerrar este assunto de paixões +/- homófonas e da qual não me quero lembrar tão cedo:





originalmente postado aqui

terça-feira, 22 de setembro de 2009

porquê a net está pior



artigo Público


Querem que se pague mais para ver clips, para falar e outros...

Solução rápida e super fácil: congestionar esses mafiosos tornando-os inoperacionais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Teaching Maths


1. Teaching Maths In 1970

A logger sells a truckload of timber for £100.
His cost of production is 4/5 of the price.
What is his profit?


2. Teaching Maths In 1980

A logger sells a truckload of timber for £100.
His cost of production is 80% of the price.
What is his profit?


3. Teaching Maths In 1990

A logger sells a truckload of timber for £100.
His cost of production is £80.
How much was his profit?


4. Teaching Maths In 2000

A logger sells a truckload of timber for £100.
His cost of production is £80 and his profit is £20.
Your assignment: Underline the number 20.


5. Teaching Maths In 2005

A logger cuts down a beautiful forest because he is selfish and inconsiderate and cares nothing for the habit of animals or the preservation of our woodlands.
Your assignment: Discuss how the birds and squirrels might feel as the logger cut down their homes just for a measly profit of £20.


6. Teaching Maths In 2009

A logger is arrested for trying to cut down a tree in case it may be offensive to Muslims or other religious groups not consulted in the felling licence. He is also fined a £100 as his chainsaw is in breach of Health and Safety legislation as it deemed too dangerous and could cut something. He has used the chainsaw for over 20 years without incident however he does not have the correct certificate of competence and is therefore considered to be a recidivist and habitual criminal. His DNA is sampled and his details circulated throughout all government agencies. He protests and is taken to court and fined another £100 because he is such an easy target.
When he is released he returns to find Gypsies have cut down half his wood to build a camp on his land. He tries to throw them off but is arrested, prosecuted for harassing an ethnic minority, imprisoned and fined a further £100. While he is in jail the Gypsies cut down the rest of his wood and sell it on the black market for £100 cash. They also have a leaving BBQ of squirrel and pheasant and depart leaving behind several tonnes of rubbish and asbestos sheeting. The forester on release is warned that failure to clear the fly tipped rubbish immediately at his own cost is an offence. He complains and is arrested for environmental pollution, breach of the peace and invoiced £12,000 plus VAT for safe disposal costs by a regulated government contractor.

Your assignment: How many times is the logger going to have to be arrested and fined before he realises that he is never going to make £20 profit by hard work, give up, sign onto the dole and live off the state for the rest of his life?


7. Teaching Maths In 2010

A logger doesn’t sell a lorry load of timber because he can’t get a loan to buy a new lorry because his bank has spent all his and their money on a derivative of securitised debt related to sub- prime mortgages in Alabama and lost the lot with only some government money left to pay a few million pound bonuses to their senior directors and the traders who made the biggest losses.

The logger struggles to pay the £1,200 road tax on his old lorry however, as it was built in the 1970s it no longer meets the emissions regulations and he is forced to scrap it.

Some Bulgarian loggers buy the lorry from the scrap merchant and put it back on the road. They undercut everyone on price for haulage and send their cash back home, while claiming unemployment for themselves and their relatives. If questioned they speak no English and it is easier to deport them at the governments expense. Following their holiday back home they return to the UK with different names and fresh girls and start again. The logger protests, is accused of being a bigoted racist and as his name is on the side of his old lorry he is forced to pay £1,500 registration fees as a gang master.

The Government borrows more money to pay more to the bankers as bonus's are not cheap. The parliamentarians feel they are missing out and claim the difference on expenses and allowances.

You do the maths.


8. Teaching Maths 2017

أ المسجل تبيع حموله شاحنة من الخشب من اجل 100 دولار. صاحب تكلفة الانت=D 8ج من الثمن. ما هو الربح له؟


taken from a friend

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

do Verão





Estrada Nacional 10, a caminho de Setúbal debaixo de um sol abrasador.

Após passar indiferente por 216 vendedores e vendedeiras de melões e melancias, páro em casa e vejo esta imagem...



o,º
~


indecentemente tirado de deus criou a mulher

já o alantjano dzia q o Macagaiver era tuga

#1.
Desenrascanço (Portuguese)

Means:

To pull a MacGyver.

This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.

What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.

Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.

Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.

Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.

Fuck preparation. They have desenrascanço.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cathy






Click on picture

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Install it if needed

It will worth it


originamente postado aqui

terça-feira, 30 de junho de 2009

to Neda




I'm sure she would appreciate




originalmente postado aqui

sábado, 16 de maio de 2009

o arrefecimento global



Muito se tem falado e discutido o fenómeno do aquecimento global, com o apoio de estudos científicos julgados credíveis.
É certo, que aumentou a libertação de calor para a atmosfera, por via da produção de energias, dos motores térmicos, dos aparelhos de ar condicionado, pelos aquecimentos das casas, etc, etc. É certo também que a ruptura da camada do ozono, tornou a Terra vulnerável a radiações solares antes filtradas, sendo o caso mais grave o do pólo Sul.
Mas daí a considerar que o degelo vai provocar a inundação dos Países Baixos e o desaparecimento de frágeis ilhas no Pacífico, é um total disparate. E mais grave é quando há cientistas a defender esta tese. A haver subida do nível da água do mar, será decerto por consequência da cegueira das “terras conquistadadas ao mar”...
Faça-se esta simples experiência: encha-se completamente uma garrafa com água, e coloque-se a mesma no congelador. Claro que já se adivinhou o que aconteceu... O volume do líquido aumentou ao passar ao estado sólido e a garrafa deformou-se se era de plástico, ou partiu se era de vidro, ou então, a rolha cedeu. 1 litro de gelo quando derrete, são 92 cl de água. Portanto, o volume de água aumenta se congelada, não o contrário.
Faça-se uma outra experiência: coloque-se um cubo de gelo num copo. Encha-se esse copo com água morna, rigorosamente até acima. Agora, imagine-se que esse copo representa toda a água da Terra e que aquele cubo de gelo é por absurdo, todo o gelo dos Pólos. O que acontece? O gelo derrete e não se entorna água que ainda por cima ficou muito fria...
E é isto que nos espera! O arrefecimento da água, e consequentemente do clima.
A Europa Ocidental, é aquecida pela corrente marítima que vem acima do Equador, a corrente do Golfo do México, América Central. Nova Iorque, que fica sensivelmente no mesmo paralelo de Lisboa, tem um clima muito mais frio, com queda de neve frequente no Inverno, porque ao contrário de Lisboa, é afectada por uma corrente marítima Polar.
Ao se quebrarem e derreterem os icebergs, a água fica mais fria e arrefece as costas e os continentes.
Há dois anos, Durban, perto do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, foi afectada por uma massa de ar tão fria, que gelou toda a região, incluindo o próprio mar. Foi o mais estranho fenómeno de que há memória, num local de clima ameno e onde nem sequer costuma nevar...
Por isso, já estou preparado: já comprei roupa de alpinista para passear o cão no inverno...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

peixe podre

As pessoas, cada vez menos me surpreendem.

Apresentaram-me em tempos um espaço modesto, mas muito agradável.
Com espaço. Muito espaço. Parecia uma praia virgem e deserta, podíamos escolher onde ficar e com quem ficar.
Levei para lá todos e tudo o que queria.

Chamava-se "mazungue". Assim mesmo, sem acento.

Chamavam-lhe também rio, e eu coloquei lá alguns barcos. Vários. Uns para tomar um copo, outros para falar de carros, outros para falar de música e escutar música... E vários outros.

Como mestre das embarcações, pediam-me para tratar do bom ambiente. Porque estava ali um "que é bom é com janelas de alumínio", porque o outro "vem aos berros e com os copos", outro ainda fez "10 páginas só com revistas e nem encontro o que tu disseste"... E isto foi só o início. Do fim...

Agora, o mazungue morreu. Ganhou um acento não se percebe para quê. E já nada tem a ver com aquilo que o norteava.
E depois?

Depois, as pessoas, cada vez menos me surpreendem.

Tinha um 'grupo' no meu 'mail-list' só com aqueles 'amigos'.
Esse grupo, trocava links sobre coisas interessantes, fossem criadas por quem fosse.
Há já algum tempo que nada enviava a esse grupo.
Excepto agora. Para protestar.

O G-mail permite ler o início do correio. Então, tive até uma resposta que nem abri. Eliminei-a logo sem a ter lido. Cuspia assim: "E de que estavas à espera..."

Outros foram amigáveis:

"... Foi uma atitude injusta, estavas quase só no meio daquela peixeirada toda."

"Amigo, estou contigo..."

Não me surpreende a falta de acção das pessoas. As pessoas, estão e ajem realmente isoladas. Não são solidárias, não lutam por uma causa, pelos amigos... Já nada as faz mover da poltrona.

Isto não me surpreende.

Mas este manifesto enviado a muitos, surpreendeu-me:

"Meu caro amigo:
... É absolutamente fantástica e fantasiosa a resposta que te deram. Isto depois de nos teres levado a TODOS para o mázungue. Eu lembro-me perfeitamente que quando entrei, aquilo pouco era mais do que um ponto de encontro de meia dúzia de pessoas,...
Quando começámos a intervir com regularidade, fizémos um pedido para termos uma tertúlia sobre os automóveis. ... Tamos à espera de quê para começar?
Grosso modo, era esta a minha intervenção.
Se não fosse o teu pedido, no mázungue nada existia sobre o desporto automóvel em Angola. Ou falava-se "ao de leve". Será exagerado falar assim? Não! É a verdade! Está lá escarrapachado. A não ser que apaguem!
Depois de muita coisa escrita, de muita brincadeira e de muita estória contada, veio uma das melhores ideias para dinamizar aquele que já era o espaço mais visitado do mázungue. Em boa hora, o Turza se lembrou do piloto da semana. Mas quem teve o trabalho TODO foi o tal "menino que faz birras", o menino que "precisa ir de férias", o menino que deu cabo de tudo... Foi assim que foste retratado, como uma criançola. Coitados, não conseguem ver o óbvio...
... Vamos para sítios menos poluídos, onde deixem os meninos como eu e tu brincarem. E depois cá estaremos para ver os crescidos: envenenam, publicam mails que não lhes são destinados, reencaminham outros e ainda têm o topete de virem dar sinais de pacificação. E mentem. Mas os meninos olham para as coisas que os crescidos fazem com outros olhos. ...
...Não posso já com o cheiro a peixe podre...
Caga nisso e continua a ser quem és. Eu, com esta idade já faço assim: quem gostar, gosta. Quem não gostar que se foda (assim mesmo, em vernáculo)."

sonho em 3D

às vezes vejo televisão...


Alex Weil ONE RAT SHORT

domingo, 7 de setembro de 2008

época romântica da aviação



Neste post : Sempre gostei de aviões e do ambiente dos aeroportos.
Em Luanda, faziam-se serões na esplanada do aeroporto.
Aquele espaço e aquele ambiente eram muito agradáveis e elegantes.
Até o movimento próprio do aeroporto, dos passageiros, das mercadorias, das chegadas e das partidas espaçadas e ordenadas dos aviões era elegante.
Sei agora, que esse ambiente corresponde na linguagem dos apreciadores das viagens de avião, à "época romântica da aviação".


A "época romântica da aviação", corresponde ao período do pós 2ª Grande Guerra.
Tratou-se da expansão da aviação comercial a todo o mundo, associada a estéticas "modernista" e "internacional" de extremo bom gosto.



Essa época, é a primeira alternativa nas viagens intercontinentais, dominadas até então pelas companhias de navegação marítima.
Destinava-se à elite, não pelos custos impostos, mas necessários.
Começou com aparelhos a hélice, turbo-hélice e vingou finalmente com os grandes aviões a jacto: Boeing 707 e DC8 (os maiores desse tempo, com capacidade para cerca de 100 passageiros).



Haviam as companhias "de bandeira", orgulho de todos os seus países.
Os aeroportos eram arquitectados como verdadeiras portas de entrada e salas de visitas.



Dessa época, guardo algumas recordações, como pequenos utensílios de refeição de bordo, carteiras de toalhetes, postais...

O sucesso da aviação comercial foi tal, que terminou com as companhias de transporte de passageiros por mar.
Mas também terminou com essa época dourada da aviação.
Hoje, os aeroportos e os aviões são todos iguais e incaracterísticos. São antiterrorismo, assépticos, claustrofóbicos e desumanos.
Os aeroportos parecem hipermercados... E os aviões de uma cor só e com grandes letras, parecem os carrinhos desses hipermercados...

originalmente postado aqui, mesmo

quinta-feira, 24 de julho de 2008

o fim do romantismo dos aeroportos



Em 1974, não sabíamos o que fazer.
Estávamos em Angola há 11 anos e há 7 que não voltávamos a Portugal.

No alto dos meus 13 anos, não imaginava viver fora de Luanda, cidade que todos amávamos profundamente.
Porém os traços incandescentes das primeiras trocas de fogo sobre o Norte de Luanda, levou-nos a ir para Lisboa à experiência...
Comprámos bilhetes para poucos dias depois, com algum favor.
As viagens de avião sempre tinham sido agradáveis para mim, até então...
Mas a TAP sobrecarregada de trabalho, fretou alguns serviços a outras companhias mais ou menos conhecidas.
Calhou-nos uma desconhecida, a BWA "Bahamas World Airways", com um Boeing 707 velho, mais curto que o normal e com menor autonomia.
Soube depois, que esta companhia estava em processo de liquidação e que deixou de existir poucas semanas mais tarde.
As cadeiras eram desconfortáveis e o pessoal de bordo ineficaz.
Fizemos escala no Sal, Cabo Verde, para reabastecer o avião.
A viagem foi longa e cansativa. À chegada a Lisboa, estivemos quase uma hora à espera de ordem para aterrar.
Foi um sofrimento interminável, com os poços de ar constantes e ventos habituais em pleno Verão sobre Lisboa.

Sempre gostei de aviões e do ambiente dos aeroportos.
Em Luanda, faziam-se serões na esplanada do aeroporto.
Aquele espaço e aquele ambiente eram muito agradáveis e elegantes.
Até o movimento próprio do aeroporto, dos passageiros, das mercadorias, das chegadas e das partidas espaçadas e ordenadas dos aviões era elegante.
Sei agora, que esse ambiente corresponde na linguagem dos apreciadores das viagens de avião, à "época romântica da aviação".

Pois à chegada ao aeroporto de Lisboa, e depois daquela exasperante experiência até aterrar, entrámos no que parecia o caos do movimento e do ruído.
Depois, ficámos em casa de uns tios em Sacavém por umas semanas, até decidirmos o que fazer.
Não sabíamos se íamos ficar 1 mês ou 1 ano.
Durante essas talvez duas semanas, aquele ruído dos aviões que eu achava encantador, tornou-se insuportável pela proximidade da casa onde estávamos, do aeroporto.
É preciso lembrar que naquela altura, os aviões propagavam o seu ruído, sem exagero, 10 vezes mais do que agora. Hoje, naquele local de Sacavém, quase não se ouve 1 avião...

Em 1975, concluímos que não estávamos no nosso mundo e decidimos regressar a Luanda. Chegámos na noite de 2ª para 3ª fª de Carnaval. Tinha começado a luta sangrenta entre o MPLA e a FNLA, o recolher obrigatório, a falta de alimentos e de bens essenciais...
originalmente postado aqui, mesmo

terça-feira, 8 de julho de 2008

sinais de um tempo breve




originalmente postado já não sei onde...

domingo, 29 de junho de 2008

Os urbanos



Urbanos, é uma expressão de um amigo azeitonense de longa data.

Chama "urbanos" às "pessoas da cidade" que vão para Azeitão ao Fim-De-Semana.
Porque os há que para lá vão como se fossem para uma festa, enterrando os sapatinhos da cidade na lama do campo, etiquetou-nos a todos dessa maneira: "estes urbanos que não percebem nada do campo".
Uma vez, há cerca de 25 anos, convidei alguns amigos a atravessar na 6ª fª Santa a Serra da Arrábida, uma tradição ancestral da região. Para meu próprio espanto, uma das minhas amigas ia de saltos altos e vestida como se fosse para a discoteca.
Outra vez, para a apanha da azeitona, apareceu uma também de saltos altos e casaco de peles.
Quando venho para Lisboa e me despeço desse amigo, vem sempre com esta: "então, porque não dormes cá e vais amanhã? Estes urbanos estão sempre com pressa"...
E "os urbanos" são os culpados do trânsito que ele abomina, mais a falta de lugares para parquear o carro, mais os parquímetros que estão sempre a pedir mais moedas: "põem estas máquinas a falar com a gente a pedir mais dinheiro... Estes urbanos agora têm máquinas para falar..." E desata a colocar moedas que dão até à manhã do dia seguinte...
E diz quanto a alguns jeans: "estes urbanos vão às lojas comprar roupas caras já gastas..."

brasucas fatelas

Não percebo a mania dos brasileiros estarem sempre a falar.
Falam a toda a hora sobre tudo e coisa nenhuma.
Parecem papagaios. E acredito firmemente, que tal como os papagaios, eles falam sem dar por isso e nem se apercebem do que dizem. Falam por uma necessidade incompreensível. Sejam dentistas, cabeleireiros, operários de armazéns, sejam o que forem. Falam pelos cotovelos.
"Ganhei" uns vizinhos brasileiros no prédio ao lado. Também eles falam que se fartam. A mulher, então, parece uma buzina. Não fala: guincha.
Ontem, tiveram visitas de outros brasileiros que chegaram a casa ao mesmo tempo que eu. E falavam alto a torto e a direito, como se estivessem a trautear um samba qualquer.
Não percebo como os brasileiros são assim. As gentes que lhes deu origem, foram sobretudo angolanos, portugueses e os nativos "índios". Destes, nenhum povo "palra" tanto como eles. Os "índios" então, são quase mudos. Claro que para o Brasil, também foram italianos e outros. Mas mesmo assim... Acho que foram contagiados pelas araras, só pode...
Então um dos visitantes, ao ver o anfitrião a pegar na chave para abrir a porta do prédio, exclama: "Você ainda usa a chave? Aqui não tem código não? Tem uns prédios com código aqui para abrir a porta! Abrem a porta com um codigozinho, viu? Não tem código, não?"
IRRA, exclamei para dentro! E aquela voz irritante, de vez em quando ecoava dentro de mim, qual música pimba: "Não tem código, não?" E continuava: "você tem de ter código, viu?" Até à histeria: VOCÊ TEIN DI TERRRR CÓDIGO, TEIN DI TERRR CÓDIGO, VIU?

Margem Sul



Eu gosto da "margem Sul".

Serra da Arrábida, Azeitão e Sesimbra, são lugares onde tenho raízes e laços familiares.
Quase todas as semanas, desfruto do prazer do contacto com a natureza na Serra da Arrábida.
E recordo com um sorriso, as férias que passava numa casa que os meus pais alugavam na Fonte da Telha, quando era muito pequeno.

Até há cerca de 25 anos, era comum chamar "Outra Banda" à margem Sul do Tejo da "grande Lisboa". Agora, só se usa "margem Sul".

Margem Sul, passou a ter para mim outro significado.
Não aquele que que me liga ao local, nem aquele que me dá prazer.

Há cerca de 5 anos, tive uma saída litigiosa da empresa onde trabalhava. O caso foi a tribunal e ganhei.
Quando existe uma luta judicial difícil para uma das partes, pega-se em tudo e mais alguma coisa para prejudicar a outra.
Ficou-me então gravada para sempre, a expressão de uma das testemunhas: "eu nunca cheguei atrasada e moro na margem Sul"! Isto porque eu, tinha dias em que demorava duas (sim, 2) horas para chegar a Lisboa pela A5.
Constatei assim, que "Margem Sul" não é um lugar. É uma condição e um desígnio.
"Margem Sul", é um indivíduo que se sente marginalizado por viver ali. Mesmo que disponha de duas pontes, de duas Auto-Estradas e do melhor comboio suburbano do país, é da "Margem Sul". Logo, é eternamente um marginalizado.
Porque em tempos, foram operários e filhos desses operários mal qualificados, que trabalhavam duramente para ganhar muito pouco.
Hoje, tudo mudou, mas manteve-se o culto por esse estigma.
Os "Margem Sul" alargaram-se para outros subúrbios de Lisboa. Também andam pelas linhas de Sintra e da Azambuja. E comportam-se todos da mesma maneira: conduzem em fila nas faixas do meio das Auto-Estradas a 90 Km/h. Porque a faixa da direita é para quem guia mal e para os pesados. Além disso, direita é um espaço maldito para os "margem Sul". E a faixa da esquerda serve para os loucos que querem desperdiçar gasolina em velocidade.

Os carros dos "margem Sul", têm sempre uma lâmpada fundida ou um farol a apontar para os olhos das pessoas. E só acendem as luzes dos automóveis, quando não se vê rigorosamente nada.
Os "Margem Sul", nunca fazem horas extraordinárias. Cumprem escrupulosamente os seus horários de trabalho, e correm como loucos para as filas de trânsito das 17 ou das 18h. E ai daquele que lhes tire os 5 metros de espaço que têm à frente. Adoram filas para tudo: para o almoço, para as caixas do supermercado, para os bancos, tudo. É um hábito genético.
Os "Margem Sul", só se divertem nos Centros Comerciais. E amam as suas terrinhas com casas de concepção de construtor "pato-bravo" e com cafés cheios de espelhos.
Politicamente são de esquerda, não por convicção, mas por conveniência. E aqueles que saltaram essa barreira de Berlim que é a condição de "Margem Sul", já esqueceram de como eram, em quem votaram, e insultam quem os relembra de como foram.


há-de ser post noutro lado

Cão como nós

"Este cão é um sacana, caça um bocado e depois põe-se a fazer a parte..."
"...eu dizia – Cão bonito – ele não resistia. Deixava-se dominar pela emoção, o que não era vulgar num cão que fazia o possível e o impossível para não o ser."
"Como nós eras altivo fiel mas como nós desobediente. Gostavas de estar connosco a sós mas não cativo e sempre presente-ausente como nós. Cão que não querias ser cão e não lambias a mão e não respondias à voz. Cão como nós. "

Quantas vezes já ofereci este livrinho? Tantas que nem sei.
Adoro estórias bem contadas. Esta é uma delas e tenho uma ternura especial por ela.



Eu nunca quis ter um cão. Nem um cão nem qualquer animal. Porque gosto tanto deles, que não os deixaria fechados num quintal ou numa casa.

Porém, a tristeza da minha filhota por não ter um cão, venceu-me. Assim, tenho uma ... cãodilha...

Antes, adoptei com alguns vizinhos um casal de cães perdidos. Tratámos deles com tudo, mas viveram quase sempre na rua e abrigavam-se numa casota que já tinha sido doutro cão também adoptado.
há-de ser post noutro lado

sexta-feira, 6 de junho de 2008

60 anos Porsche

Há 110 anos, em 1898, Ferdinand Porsche iniciou o 1º projecto na Lohner: um veículo de propulsão mista, com 1 motor eléctrico em cada roda e 1 motor de combustão. Curioso que, 110 anos depois, o Mundo ainda esteja a considerar este tipo de propulsão como alternativa...

Depois de inúmeras intervenções em quase todas as indústrias automóveis germânicas, como as mais conhecidas na concepção dos Auto-Union de Grande Prémio, ou na concepção do "Carocha" (VW), nasce a PORSCHE na Áustria. Nuns barracões em Gmünd, onde antes havia uma serração, é produzido o 1º PORSCHE como marca. Que foi homologado precisamente no dia 8 de Junho de 1948.
Wolfgang Porsche e o Porsche número 356-001

Porsche 356 SL em Le Mans, 1951

O resto, é a permanência de um mito, por todas as criações inovadoras, diferentes, sedutoras e cheias de personalidade, que mantêm a marca como a ÚNICA no Mundo totalmente independente dos impérios automóveis actuais. E pasme-se, em posição de tomar as rédeas da poderosa "Volkswagen AG" (Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Seat, Škoda, Volkswagen...).

Butzi Porsche e o 911 em 1963
originalmente postado aqui

quarta-feira, 7 de maio de 2008

quando o óbvio tanto incomoda


Público

Bob Geldof numa conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, no Hotel Pestana Palace, organizada pelo BES e pelo "Expresso"

originalmente postado aqui