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terça-feira, 15 de setembro de 2009

ainda os cemitérios da saudade colonial

Recebi mais alguns mimos sobre o post anterior.
Apreciem:

"zombies que cochicham nas entranhas da terra como toupeiras ..." M



M, foi preparador deste carro de Mabílio de Albuquerque



"... zumbis, são todos os que ainda não se foram... estão com os pés fixos numa Angola de há 35 anos atrás, energumenos que teimam nos 35 anos que ainda não passaram.... não têm noção do que estão falando e nada sabem sobre Catumbela" CG


CG e o seu IMP de '64


"E vale a pena conhecer?
Deve ser um monandengue que nunca soube o que é comer quicuerra ou gunguenha ou um
mufête; que não conhece Angola nem nunca conhecerá; que só olha para o seu umbigo esquecendo-se dos vizinhos; destes não rezará a história pois nunca serão capazes de dizer com honestidade que AMAM ANGOLA. A Angola dos anos 40, 50 que me ensinou a conhecer a vida e onde nunca quis o respaldo de uma cadeira pois a minha modéstia nunca me permitiria a sobranceria que este ser rastejante manifestou. Um abraço " VA

"... não o conheço, nem quero conhecer..." EC

"porco" "javardo" "louco" (vários) ...

"É doença que paira agora na net ... Podem banir tambem a PUTA QUE OS PARIU..." S

domingo, 13 de setembro de 2009

Cemitérios da saudade colonial


Há cerca de 5 anos, quando a Net se tornou mais acessível para uso particular, para além de alguns blogs apareceram uns poucos sites e fóruns sobre Angola.
O fenómeno teve muita aceitação. Falar duma terra que muito amamos era apaixonante. Depois, houve muita guerra de opinião, posições políticas mal fundamentadas em litígio, uma desgraça que só veio confirmar a desgraça real por que aquela terra tinha passado.
O site mais concorrido, passou a ter um controlo pidesco e ainda por cima, passou a ser pago. Os poucos que ainda lá se mantinham activos saíram e aquilo é uma espécie de cemitério virtual. Não apenas porque só falam do tempo que não volta para trás, como estão todos a terminar as suas vidas. Vida, é até uma expressão lisonjeira relativamente àqueles que só falam dum passado distante... Estão mortos de espírito. São zombies. A confirmar esta teoria do cemitério virtual, o tópico mais participado daquilo a que apelidei de DelGang, chama-se "aos que partem".
A partir daqui, nasceram como cogumelos fóruns para todos os gostos. Há pelo menos 10 agora, do mesmo género... Têm "sobas" de todo o tipo: há uma feiticeira, um "soba amigo", um "para servir bem" com anúncio de imobiliária e tudo, há ainda um altar de preces e um jornal, todos amam, têm saudades, mas de quê? Do que julgavam ser há 40 anos, claro...

Apesar de saber de tudo isto, inscrevo-me num ou noutro. Porque há sempre alguém que conta alguma coisa interessante e que me ajuda a compor o puzzle da história do automobilismo angolano, nas palavras do Hélder de Sousa fragmentada por todos os cantos do mundo... Como esta estória...

Há quem ainda chame "surfar" na Net àquilo que defino por vadiagem virtual. Mas apanhamos cada onda... Pensamos estar na água mais limpa do Guincho e afinal estamos na boca de esgoto de Sto Amaro de há 30 anos...
Há dias, numa das minhas buscas sobre temas de Angola, deparei com algo que me era familiar. Nada mais, nada menos, que referências a este meu post no CarVice:



A cópia está aqui, e tem ainda citações deste artigo do SportsCar onde colaboro.

Mas há ainda mais isto que contém:



Também retirado daquele meu post do link em festa (a identificação das imagens é a mesma) da frase "As 6 Horas Internacionais de Nova Lisboa não eram só automóveis. Eram também festa e juventude. Um grande abraço, Armando!" Este era um agradecimento pessoal a Armando de Lacerda, por algo que não tenho de contar aqui.

Estava então eu a surfar naquela onda, que apesar de me ter logo invadido abusivamente o computador com indesejáveis pop ups de celldorado e com enjoativas músicas do "volta para trás", me fez inscrever com apelos por todo o lado de “Bem-Vindo”, "REGISTRE-SE"! Pediam-me identificação real, data de nascimento, telefone particular (!!!) não me lembro se BI e Nº de contribuinte... Aquilo estava alojado no Ning e depois de aceite, segui o processo habitual nestes fóruns alterando a minha identificação para "asperezas", a minha marca e aquilo por que sou conhecido em todo o lado. A alteração tinha sido bem sucedida e estava descansado até porque já lá tinham copiado um post do "asperezas"...
Se Barceló de Carvalho se inscrevesse como Bonga ou mesmo Zeca, também não teria problemas, até porque pirateiam por lá as suas canções...
Então entrei, compus o meu perfil com 4 fotos e mais 6 músicas africanas menos conhecidas, 5 de Angola.
Abri um tópico de automobilismo angolano e fiz 7 posts derivados de outros que eu fiz por aí.

Ainda passeei por ali um pouco, o suficiente para ver bacoradas ocas e paroladas como "ai saudades do Nelson Ed"...
Aguentei a náusea, mas pouco depois, veio o pior:



Assim, sem mais explicações. A minha resposta está lá, e ainda enviei 2 mails.
Nenhuma explicação.
"Amar Angola saudades de Angola" ? Que espécie de coisa, que faz o que fez, tem sentimentos desses?
Ah, esqueci-me: é um zombie e nada tem para dar, o que é a coisa mais miserável que existe. Só tem o que tirou.

Mostrei isto a uns amigos. Os mimos não tardaram: comportamento execrável; soba salazarento; é o merdas do Lobito ...

Este blog é visto diariamente por centenas de pessoas.
A este soba-zombie desejo que o seu retrato seja do seu agrado.
Que esconda o túmulo do clube de zombies de onde saiu, do mundo dos vivos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

peixe podre

As pessoas, cada vez menos me surpreendem.

Apresentaram-me em tempos um espaço modesto, mas muito agradável.
Com espaço. Muito espaço. Parecia uma praia virgem e deserta, podíamos escolher onde ficar e com quem ficar.
Levei para lá todos e tudo o que queria.

Chamava-se "mazungue". Assim mesmo, sem acento.

Chamavam-lhe também rio, e eu coloquei lá alguns barcos. Vários. Uns para tomar um copo, outros para falar de carros, outros para falar de música e escutar música... E vários outros.

Como mestre das embarcações, pediam-me para tratar do bom ambiente. Porque estava ali um "que é bom é com janelas de alumínio", porque o outro "vem aos berros e com os copos", outro ainda fez "10 páginas só com revistas e nem encontro o que tu disseste"... E isto foi só o início. Do fim...

Agora, o mazungue morreu. Ganhou um acento não se percebe para quê. E já nada tem a ver com aquilo que o norteava.
E depois?

Depois, as pessoas, cada vez menos me surpreendem.

Tinha um 'grupo' no meu 'mail-list' só com aqueles 'amigos'.
Esse grupo, trocava links sobre coisas interessantes, fossem criadas por quem fosse.
Há já algum tempo que nada enviava a esse grupo.
Excepto agora. Para protestar.

O G-mail permite ler o início do correio. Então, tive até uma resposta que nem abri. Eliminei-a logo sem a ter lido. Cuspia assim: "E de que estavas à espera..."

Outros foram amigáveis:

"... Foi uma atitude injusta, estavas quase só no meio daquela peixeirada toda."

"Amigo, estou contigo..."

Não me surpreende a falta de acção das pessoas. As pessoas, estão e ajem realmente isoladas. Não são solidárias, não lutam por uma causa, pelos amigos... Já nada as faz mover da poltrona.

Isto não me surpreende.

Mas este manifesto enviado a muitos, surpreendeu-me:

"Meu caro amigo:
... É absolutamente fantástica e fantasiosa a resposta que te deram. Isto depois de nos teres levado a TODOS para o mázungue. Eu lembro-me perfeitamente que quando entrei, aquilo pouco era mais do que um ponto de encontro de meia dúzia de pessoas,...
Quando começámos a intervir com regularidade, fizémos um pedido para termos uma tertúlia sobre os automóveis. ... Tamos à espera de quê para começar?
Grosso modo, era esta a minha intervenção.
Se não fosse o teu pedido, no mázungue nada existia sobre o desporto automóvel em Angola. Ou falava-se "ao de leve". Será exagerado falar assim? Não! É a verdade! Está lá escarrapachado. A não ser que apaguem!
Depois de muita coisa escrita, de muita brincadeira e de muita estória contada, veio uma das melhores ideias para dinamizar aquele que já era o espaço mais visitado do mázungue. Em boa hora, o Turza se lembrou do piloto da semana. Mas quem teve o trabalho TODO foi o tal "menino que faz birras", o menino que "precisa ir de férias", o menino que deu cabo de tudo... Foi assim que foste retratado, como uma criançola. Coitados, não conseguem ver o óbvio...
... Vamos para sítios menos poluídos, onde deixem os meninos como eu e tu brincarem. E depois cá estaremos para ver os crescidos: envenenam, publicam mails que não lhes são destinados, reencaminham outros e ainda têm o topete de virem dar sinais de pacificação. E mentem. Mas os meninos olham para as coisas que os crescidos fazem com outros olhos. ...
...Não posso já com o cheiro a peixe podre...
Caga nisso e continua a ser quem és. Eu, com esta idade já faço assim: quem gostar, gosta. Quem não gostar que se foda (assim mesmo, em vernáculo)."