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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Das últimas corridas antes da Independência de Angola

Para entendermos o que se passou em 1975, temos de recuar um pouco no tempo e recordar que essa era uma época conturbada a nível mundial. Havia a crise do petróleo gerada pela OPEP desde 1973, e a consequente falta de combustível. Mais importante, a 25 de de Abril de 1974, um significativo grupo de oficiais das Forças Armadas Portuguesas, levou a cabo a revolução que terminou com o regime ditatorial fascista e, principalmente, que terminou com a Guerra Colonial.
Todas as forças políticas até então proibidas, foram permitidas e os movimentos que lutaram pela independência de Angola, instalaram-se nas cidades. Mas, no auge da Guerra Fria, em apenas dois meses esses movimentos ficaram fortemente armados e iniciaram confrontos bélicos entre si, o que levou à debandada das populações para qualquer sítio que fosse mais seguro.
E foi nesse cenário que se realizou praticamente toda a temporada automobilística de 1974.
Em Março de 1975 já havia guerra a sério um pouco por todo o lado. E muitos pilotos tinham saído de Angola e alguns tinham até levado os seus carros.
Observando este panorama, temos de considerar incrível aquela inconsciente paixão que tantos tiveram pelo automobilismo naquelas circunstâncias, iniciando mais uma época, dispostos a percorrer centenas de quilómetros de prova em prova, num lugar em guerra mas que amavam profundamente e onde queriam continuar a viver e a fazer viver.
E é assim que se inicia a temporada de velocidade de 1975. Em Moçâmedes, como habitualmente, nas Festas do Mar.
Para essa temporada, havia sido previamente apresentado o novo Team ETA, desta vez composto apenas por um carro, o Lola T292 Schnitzer de Mabílio de Albuquerque, que contava ainda com Hélder de Sousa para as provas internacionais de resistência:
O Team ETA, na época de 1974, tinha contado com nada menos do que 6 carros: 1 Capri GT de Grupo 1, 3 Lotus Europa da Fórmula TCA, e 2 sport-protótipos March 74. Os March foram alugados apenas para a temporada internacional. Os restantes, deixaram simplesmente de vestir a "farda" ETA/LIS em 1975.
Abaixo, uma imagem que ansiava por ver há décadas. Mostra o T292 dourado como os March LIS da época anterior. Eu lembro-me perfeitamente de ver este carro com esta decoração, em exposição na Autocal, junto à Sé de Luanda. Na altura, Luanda rebentava pelas costuras. Apesar da saída de Angola para locais mais seguros de uma larga percentagem de Luandenses, Luanda albergava uma quantidade muito maior de refugiados de toda a parte do território, a maioria à espera de viagem para fora de Angola. E assim, havia uma multidão como nunca vista nas ruas da baixa. Coladas à montra da Autocal, estavam permanentemente dezenas de pessoas a admirar o Lola dourado.
Na imagem do paddock, ao lado do Lola Nº1, está o Chevron Nº 11 de Waldemar Teixeira, coberto com uma capa azul.
Na fila do outro lado, reconhecem-se as frentes de um BMW 2002, do Lola T212 azul com riscas amarelas de Jorge Pego, do GT40 branco de Emílio Marta e da traseira branca e vermelha do Porsche Carrera 6 de Herculano Areias. Depois, um Capri de Grupo 1, etc. 
Na pista, está o Lotus Europa Nº8.
Abaixo, a entrar no paddock, o Ford GT40 Nº4 com Marta e o Chevron B21 Nº11, com Waldemar:
Os primeiros classificados da corrida principal:
1º -  Nº1   - Mabílio de Albuquerque -  Lola T292 Schnitzer
2º -  Nº2   - Jorge Pego - Lola T212 Ford
3º -  Nº4   - Emílio Marta - Ford GT40 
4º -  Nº24? - Manecas Pereira da Silva - Lotus 74 Europa TC
Eis uma imagem da grelha de partida para a prova da Fórmula TCA, cortesia de Tino Pereira:
Essa corrida foi disputada taco-a-taco por Tino Pereira e por Eurico Lopes de Almeida:
E terminaram por esta ordem: 
1º - Nº16 - Tino Pereira - De Tomaso Pantera
2º - Nº41 - Eurico Lopes de Almeida - Porsche 911 Carrera RS
3º - Nº8? - Fernando Soeiro - Lotus 74 Europa TC
E ainda houve a prova de Iniciados: 
1º - Jorge Maló - Ford Escort Mexico
2º - Policarpo Fernandes - Mitsubishi Colt
3º - Acácio Silva - Ford Capri 3000 GT
Algumas semanas depois ainda se fez a corrida de Malange, mas notava-se ainda mais a falta de alguns dos principais protagonistas. 
Depois, foi a despedida com quem pôde participar, na festa da Corrida da Solidariedade no Autódromo de Luanda.

originalmente postado no CarVice

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Exposição Clássicos Mercedes Benz



Exposição no CPAA de Oeiras desde 4 de Dezembro até 30 de Abril.
Algumas imagens (clicar para ampliar) :

200 W21 1933-36



28/95PS 1920 modelo único (ver este artigo)



300 SL 1955-57



220 S Coupé 1954-60


300 A Adenauer W189 1957-62


190 SL 1955-63


320 Cabriolet D 1937-42


230 SL "pagode" 1963-71


220 W187 1951-54


170 V 1937-42



500 K 1934-39




Stuttgart 260 Spezial D W11 1929-34


originalmente postado aqui

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

do circuito da fortaleza



Ainda a propósito deste post da História do Circuito da Fortaleza, mostro umas imagens de Luanda em 1955, deste filme que o Hélder me deu a conhecer.

O filme faz parte das Missões Antropológicas de Angola do Instituto de Investigação Científica Tropical e está disponível pela TvCiência.

É visível o intenso desenvolvimento e expansão da cidade, ainda que uma amostra do que seria poucos anos depois. 15 anos mais tarde, à excepção do pequeno centro histórico, Luanda era outra cidade.

início do filme:

a Marginal concluída recentemente com os coqueiros ainda pequenos, os táxis verde-azeitona e as pick-ups americanas



aos 20" o novo porto da cidade e o trabalho pesado dos estivadores

aos 2'57" um caixote da Ford



aos 8'01" stand da Dodge ao Lgo D Fernando



aos 11'37" curva da Praia do Bispo



aos 12'17" curva da fortaleza - Ponte



aos 12'24" curva da ponte para a Ilha

aos 19'10" vendedor de gelados "baleizão"

aos 26'07" vista do Lgo D Fernando
a passagem do comboio ao fundo da Rua salvador Correia, junto ao Hotel Globo e à Calçada Gregório Ferreira antes da existência dos prédios da Robert Hudson



aos 28'00" Lgo D Fernando, a Lello e um estranho autocarro de motor traseiro



aos 28'20" Av Restauradores vista do Lgo D Fernando



O Largo D. Fernando, o eterno centro da cidade de onde foram tomadas grande parte das imagens, está sinalizado neste extracto do mapa do circuito do Grande Prémio:



originalmente postado aqui

quarta-feira, 17 de junho de 2009

750 anos


750

Só!



Acordei há pouco. Quando vi isto, julguei que tinha despertado dum longo processo de hibernação "criogénica"... De para aí 700 anos!!! Belisquei-me, olhei em redor e fui à janela. Os discos voadores ainda não deviam ter acordado, pois não estava nenhum nos céus já bastante claros e limpos. Dorminhocos estes extra-terrestres... Ou afinal, sempre é verdade: eles não existem de todo, e a Nª Sra de Fátima afinal não era verdadeira... Não passava de uma senhora que de tão bela, encandeou os inexperientes olhos dos pastorinhos... Para eles, aquela aparição não podia ser deste mundo... De manhã dá-me para o transcendente...

Tentei perceber o que estava mal: se os meus olhos, se um lapso do cartaz... O cartaz queria dizer 75 e colocaram mais um zero? Afinal os carros só nasceram ontem, há pouco mais de 100 anos... Teria eu nascido já há 800 anos? Estaria eu em 2709 e o cartaz estava mal, com 2009? Não pode ser... O computador ainda funciona e diz-me que não mudei de ano... Terá ele hibernado comigo? Sim porque o computador é uma extensão de mim próprio... No ano 2709, os computadores devem ser placas de gás a orbitar invisíveis à nossa volta, comandados com um simples pensamento e um olhar determinado...
Que trapalhada...

Mas a explicação para esta coisa com um nome no mínimo fantástico é simples e está no
fórum do MotorClássico: trata-se de um evento integrado nas comemorações dos 750 anos da Outorga do Foral de D. Afonso III a Viana do Castelo.

Uffffffffffffff, que alívio!

originalmente postado aqui

sexta-feira, 12 de junho de 2009

como eram as rodas e as mulheres




a bela e o monstro, ou Sofia Villani Scicolone "Loren" numa horrorosa scooter americana, Salão de Londres de 1959




Joyce Litter, miss "lambretta", Salão de Londres de 1959




miss ciclismo "1898" e miss ciclismo 1959, Salão de Londres de 1959




a bela e o kart, GB 1960




Sandie Shaw, a minha musa em 1967, e o Miura, Salão de Londres de 1967

originalmente postado aqui

sexta-feira, 6 de junho de 2008

60 anos Porsche

Há 110 anos, em 1898, Ferdinand Porsche iniciou o 1º projecto na Lohner: um veículo de propulsão mista, com 1 motor eléctrico em cada roda e 1 motor de combustão. Curioso que, 110 anos depois, o Mundo ainda esteja a considerar este tipo de propulsão como alternativa...

Depois de inúmeras intervenções em quase todas as indústrias automóveis germânicas, como as mais conhecidas na concepção dos Auto-Union de Grande Prémio, ou na concepção do "Carocha" (VW), nasce a PORSCHE na Áustria. Nuns barracões em Gmünd, onde antes havia uma serração, é produzido o 1º PORSCHE como marca. Que foi homologado precisamente no dia 8 de Junho de 1948.
Wolfgang Porsche e o Porsche número 356-001

Porsche 356 SL em Le Mans, 1951

O resto, é a permanência de um mito, por todas as criações inovadoras, diferentes, sedutoras e cheias de personalidade, que mantêm a marca como a ÚNICA no Mundo totalmente independente dos impérios automóveis actuais. E pasme-se, em posição de tomar as rédeas da poderosa "Volkswagen AG" (Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Seat, Škoda, Volkswagen...).

Butzi Porsche e o 911 em 1963
originalmente postado aqui

sobre Lotus Elan

O que era um Elan: basicamente um vigamento disposto em "Y" um motor no berço do "V" do "Y", e uma carroceria em "plástico", ou melhor: em resina epoxy e fibra de vidro:





Uma miniatura preciosa do Lotus Elan, à escala 1:43, fabricada pela Corgi, que mostra claramente como era o Elan:

originalmente postado aqui